25 de novembro de 2010

Cream - Discografia.

Durante um período, mais precisamente na época conhecida pela expressão inglesa “late 60’s early 70’s”, se alguém mencionasse o termo supergrupo, certamente estaria se referido ao Cream. Claro que com o passar dos anos e com a reunião de diversos grandes nomes em outros grupos, essa definição foi aplicada também à várias outras bandas. Mas com o Cream podemos é um pouco diferente, já que a definição provavelmente surgiu por causa deles mesmo. O próprio nome da banda já ajudava a determinar essa idéia de supergupo, afinal os caras se achavam, e o público assentia, o creme de la creme, a nata, o suprasumo do mundo da música. E de certa forma eles não estavam errados.Jack Bruce e Ginger Baker tinham o respeitável título de ex-Graham Bond Organization. Para quem sabe o que era o grupo liderado pelo gordinho Bond sabe que isso é algo grandioso. Bruce também tinha feito parte do Manfred Mann. Já Eric Clapton era “só” chamado de Deus nessa época e já tinha passado por Yardbirds e John Mayall’s Bluesbreakers. 

A ideia dos membros quando se juntaram, segundo o próprio Clapton, era usar o blues de raiz e levá-lo até um novo tipo de música pop com a ambiciosa intenção de fazer um estilo que ninguém tinha feito antes. Se eles conseguiram tudo isso ou não cabe o leitor dizer no final desse texto. O certo é que o Cream foi sinônimo de pirotecnia musical (ótima definição de Bento Araújo da Poeira Zine) em sua época, foi muito relevante e fez história gravando em cerca de três anos um material de tanta relevância que muitas bandas tentaram, e muitas ainda tentam, por anos, anos e anos. 

Fresh Cream (1966)

Como já citado acima o Cream era basicamente um grupo de blues tocando rock e para deixar isso bem claro nada menos do que quatro das onze faixas do álbum são versões de grandes nomes do blues como Willie Dixon, Robert Jonhson, Muddy Waters e Skip James. Notamos que o encontro de músicos especialistas em seus instrumentos afetava até mesmo as letras que eram um pouco trabalhadas. Notem quantas músicas que foram feitas com apenas algumas frases, “I’m So Glad”é um ótimo exemplo. Porém mesmo com letras pobres tínhamos ótimas melodias vocais com é o caso do início de “I Feel Free” e “N. S. U.”. O primeiro single foi exatamente “I Feel Free” e o curioso é que mesmo uma música relativamente curta (2:45) foi considerada longa por um DJ de uma rádio novaiorquina que ajudou os caras no início. Tirando as versões, as outras músicas foram todas compostas por Jack Bruce sozinho ou em parceria com outros músicos. Apenas “Toad” foge à regra já que a faixa nada mais é do que um longo (alguém aí pensou desnecessário?) solo de Ginger Baker. Muitos comentam este ser um dos primeiros solos de bateria gravado por uma banda de rock. “Sleepy Time Time” é um blues composto por Bruce que faria inveja à qualquer músico do auge da Chees Records. Em “Dreaming” todas as vozes se juntam para fazer uma belíssima composição. As versões ficaram ótimas em especial “Spoonful” com a gaita fazendo o papel principal. Para finalizar uma pergunta: só eu que acho o Jack Bruce parecidíssimo com o Greg Lake nessa foto da capa.

Disraeli Gears (1967)

Pergunte para dez pessoas qual é o melhor disco do Cream e nove delas responderá Disraeli Gears. O blues rock do grupo continua intacto, mas agora temos a adição de um timbre de guitarra mais ácido. O disco foi lançado em novembro, poucos meses depois da real data planejada para o lançamento. A causa disso foi que a gravadora decidiu mudar a capa de última hora e o resultado final demorou um pouco mais do que o esperado. A intenção da gravadora com essa capa multicolorida era ligar a banda ao movimento psicodélico que estava em seu auge nesse ano. Claro que musicalmente o disco já estava ligado à esse movimento, assim a capa foi para deixar isso claro e aproveitar o sucesso. As guitarras após o refrão de “Dance the Night Away” parece ter saído de um disco do Pink Floyd da época de Syd Barret. Outra que me lembra muito do Diamante Louco, mas nesse caso dos seus discos solos, é “Blue Condition”. O maior hit da banda, “Sunshine of Your Love”, é a segunda faixa do álbum e é obviamente um dos seus destaques.

Mas não posso deixar de citar “Strange Brew” que faz você cantarolar sua melodia por muito tempo depois do álbum acabar. Jack Bruce detona tanto na voz quanto no baixo em “Tales of Brave Ulisses” e em “Swlabr”. Eric Clapton já contribuiu muito mais para o resultado do álbum do que fez (ou não fez?) para o primeiro. Em sua biografia ele conta que Sgt Peppers Lonely Hearts Club Band foi muito importante para o resultado final de Disraeli Gears, pelo menos para ele. Ele também menciona que o lançamento de Are You Experienced? por Jimi Hendrix ofuscou o disco deles porque todo mundo queria ouvir o americano. Lembra das músicas dos filmes do Monthy Python? É o que temos em “Mother’s Lament”, canção tradicional da cultura inglesa arranjada pela banda. Disco essencial em toda prateleira rockeira. 

Wheels of Fire (1968)

Com o lançamento de Wheels of Fire e os shows que o promoveram principalmente nos Estados Unidos o Cream já estava sendo comparado aos Beatles e The Who. Como já haviam feito no álbum anterior eles alargaram as fronteiras musicais novamente. Alguns instrumentos foram gravados por Feliz Pappalardi, produtor da banda e que no futuro iria fazer parte do Mountain. Eles ainda se baseiam na forma estrutura do blues, mas também flertam com o jazz. Basta notar que o andamento de algumas faixas já são diferentes dos que nos acostumamos à ouvir nos dois álbuns anteriores. A abertura com “White Room”, uma das melhores faixas da banda, já ganha o ouvinte e mesmo se tudo o que viesse depois não fosse bom ninguém se importaria.

Falo isso porque existem músicas abaixo da crítica nesse álbum. Duas delas eu ouço porque não costumo passar músicas e gosto de ouvir o álbum todo: “Pressed Rat and Warthog” e “Politician”, mesmo essa última sendo lembrada sempre em shows. Falando em shows, o segundo disco com as quatro músicas ao vivo é difícil de classificar. Que a banda era fantástica de se ver ao vivo não há dúvida, mas será que isso fica tão legal assim em um disco? “Croosroads”, de Robert Jonhson, tem uma versão ótima e para mim definitiva. As conhecidas, e longuíssimas, jams que a banda levava ao vivo tem alguns exemplo aqui. É até interessante ouvir “Spoonful” já que todos têm a chance de aparecer, mas não dá para entender a necessidade de um solo de 10 minutos de bateria, em “Toad”, fazer parte de um disco ao vivo que tem apenas 4 faixas.

Goodbye (1969)

Não citei os casos de drogas e das intermináveis brigas internas que eles tinham dentro da banda já que o foco aqui é analisar e comentar os álbuns. Porém quem pegar Goodbye sem saber dessas histórias vai se enganar pela aparente alegria apresentada na foto da capa e não vai entender porque um disco oficial tem apenas três músicas e mais três músicas gravadas ao vivo. E a resposta é que o grupo decidiu se separar e lançar a raspa do tacho das músicas que tinham e como não eram tantas incluíram algumas gravações ao vivo. Das três a que mais se destaca é “Badge”, uma parceria de Clapton com o amigo (e sócio?) George Harrison. “Doing That Scrapyard Thing”, que parece ter saído do Ogdens’ Nuts Gone Flake do Small Faces, é mais uma das diversas parcerias entre Jack Bruce e o letrista e poeta Pete Brown durante toda a carreira do Cream. Já “What A Bringdown” se não é uma canção muito lembrada da discografia do Cream faz valer a pena em adquirir um disco com apenas três faixas inéditas. Das músicas ao vivo tanto “I’m So Glad” quanto “Sitting on The Top of the World” são boas performances. Porém “Politician” não consegue a minha atenção nem em estúdio em Wheels of Fire nem ao vivo em Goodbye. Clapton diz que na época ele conheceu o The Band e seu fantástico álbum Music From Big Pink. Ele diz que ouviu o grupo e pensou “ali está uma banda que faz a coisa certa”. No fim quem segurou um pouco as pontas foi Stigwood, empresário da banda, que começou a receber ligações diárias de Clapton em que dizei “me tire daqui por favor” e ele respondia “fique mais uma semana”, até não ter jeito e a banda acabar de vez. 

Após o fim da banda a gravadora ainda soltou dois discos ao vivo nos anos seguintes: Live Cream (1970) e Live Cream Volume II (1972). Cada um dos integrantes seguiria seu caminho separados se não fosse o encontro que Ginger Baker teve com Eric Clapton justamente quando ele estava prestes a formar o Blind Faith com Steve Winwood. Baker acabou entrando na barca. Com o fim do Blind Faith Clapton montou o Derek and the Dominoes e depois seguiu uma carreira solo de sucesso. Ginger Baker montou o Ginger Baker’s Airforce com uma seleção fantástica de músicos. Jack Bruce participou de outro super grupo o West, Bruce and Laing e depois também seguiu uma subestimada carreira solo. Em 2003 saiu um álbum com o nome de BBC Sessions que muitos outros artistas já fizeram parecido. Particularmente acho esse CD bem interessante para quem quer ter a discografia de estúdio e mais alguma coisa da banda. Em 2005 uma reunião de pouco shows do Cream ocorreu e aconteceu no famosíssimo Robert Albert Hall e também é material que vale muito a pena ter na sua prateleira de discos. Texto: Fernando Bueno (Consultoria do Rock). 

Integrantes.

Eric Clapton (Guitarra e Vocal)
Jack Bruce (Baixo e Vocal)
Ginger Baker (Bateria)
 

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Bitrate: 320Kbps.

Álbuns.

Fresh Cream (1966)
 
CD 1: Stereo Album.

01. N.S.U.
02. Sleepy Time Time
03. Dreaming
04. Sweet Wine
05. Spoonful
06. Cat's Squirrel
07. Four Until Late
08. Rollin' And Tumlin'
09. I'm So Glad
10. Toad
Bonus Tracks.
11. Wrapping Paper
12. I Feel Free
13. The Coffee Song

CD 2: Mono Album.

01. N.S.U.
02. Sleepy Time Time
03. Dreaming
04. Sweet Wine
05. Spoonful
06. Cat's Squirrel
07. Four Until Late
08. Rollin' And Tumlin'
09. I'm So Glad
10. Toad
Bonus Tracks.
11. Wrapping Paper
12. I Feel Free
13. The Coffee Song
14. Wrapping Paper (French EP Version)
15. Sweet Wine (French EP Version)
16. I'm So Glad (French EP Version)
17. Cat's Squirrel (French EP Version)
18. Rollin' And Tumblin' (French EP Version)
19. Four Until Late (French EP Version)


Disraeli Gears (1967)
 
Stereo Album.
01. Strange Brew
02. Sunshine Of Your Love
03. World Of Pain
04. Dance The Night Away
05. Blue Condition
06. Tales Of Brave Ulysses
07. Swlabr
08. We're Going Wrong
09. Outside Woman Blues
10. Take It Back
11. Mother's Lament
Bonus Tracks.
12. Lawdy Mama (Version 1)
13. Lawdy Mama (Version 2)
14. Blue Condition (Alternate Version)
Mono Album.
15. Strange Brew
16. Sunshine Of Your Love
17. World Of Pain
18. Dance The Night Away
19. Blue Condition
20. Tales Of Brave Ulysses
21. Swlabr
22. We're Going Wrong
23. Outside Woman Blues
24. Take It Back
25. Mother's Lament
Bonus Tracks.
26. Lawdy Mama (Version 1)
27. Lawdy Mama (Version 2)
28. Blue Condition (Alternate Version)


Wheels Of Fire (1968)
 
CD 1: In The Studio.

01. White Room
02. Sitting On Top Of The World
03. Passing The Time
04. As You Said
05. Pressed Rat And Warthog
06. Politician
07. Those Where The Days
08. Born Under A Bad Sign
09. Deserted Cities Of The Heart
Bonus Tracks.
10. Anyone For Tennis
11. Falstaff Beer Commercial

CD 2: Live At The Filmore.

01. Crossroads
02. Spooful
03. Traintime
04. Toad
Bonus Tracks.
05. Sunshine Of Your Love
06. N.S.U.


Goodbye (1969)
 
01. I’m So Glad
02. Politician
03. Sitting On Top Of The World
04. Badge
05. Doing The Scrapyard Thing
06. What A Bringdown


Live Cream (1970)
 
01. N.S.U.
02. Sleepy Time Time
03. Lawdy Mama
04. Sweet Wine
05. Rollin’ And Tumblin
 


Live Cream Volume II (1972)
 
01. Deserted Cities Of The Heart
02. White Room
03. Politician
04. Tales Of Brave Ulysses
05. Sunshine Of Your Love
06. Steppin’ Out


The Alternative Album: 1966-1967 (1992)
 
01. Lawdy Mama
02. Rollin' And Tumblin
03. Sweet Wine
04. Cat Squirrel
05. The Coffee Song
06. Toad
07. You Make Me Feel
08. Wrapping Paper
09. Fallstaff Beer
10. I Feel Free
11. White Room
 


The Very Best Of Cream (1995)
 
01. Wrapping Paper
02. I Feel Free
03. N.S.U.
04. Sweet Wine
05. I'm So Glad
06. Spoonful
07. Strange Brew
08. Sunshine of Your Love
09. Tales of Brave Ulysses
10. SWLABR
11. We're Going Wrong
12. White Room
13. Sitting on Top of the World
14. Politician
15. Those Were the Days
16. Born Under a Bad Sign
17. Deserted Cities of the Heart
18. Crossroads
19. Anyone For Tennis
20. Badge


BBC Sessions: 1966-1968 (2003)
 
01. Sweet Wine
02. Eric Clapton Interview
03. Wrapping Paper
04. Rollin’ And Tumblin’
05. Steppin’ Out
06. Crossroads
07. Cat’s Squirrel
08. Traintime
09. I’m So Glad
10. Lawdy Mama
11. Eric Clapton Interview 2
12. I Feel Free
13. N.S.U.
14. Four Until Late
15. Strange Brew
16. Eric Clapton Interview 3
17. Tales Of Brave Ulysses
18. We’re Going Wrong
19. Eric Clapton Interview 4
20. Born Under A Bad Sign
21. Outside Woman Blues
22. Take It Back
23. Sunshine Of Your Love
24. Politician
25. Swlabr
26. Steppin’ Out


Live At Royal Albert Hall (2005)
 
CD 1.

01. I’n So Glad
02. Spoonful
03. Outside Woman Blues
04. Pressed Rat and Warthog
05. Sleepy Time Time
06. N.S.U
07. Badge
08. Politician
09. Sweet Wine
10. Rollin’ and Tumblin’
11. Stormy Monday
12. Deserted Cities of the Heart

CD 2.

01. Born Under a Bad Sign
02. We’re Going Wrong
03. Crossroads
04. White Room
05. Toad
06. Sunshine of Your Love
07. Sleepy Time Time (Alternate Take)


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32 comentários:

  1. parabens pelo blog muito caprichado valeu pelo esforço

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  2. Respostas
    1. page is god

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    2. I am God.

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    3. Slash is God

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    4. nobody is god,God is God....The Lord!

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    5. Slash is nub!

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  3. marcelo lisboa17/08/11 15:26

    maravilha!!! não conhecia todos discos dessa banda

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  4. PARABENS SO AQUI ENCONTREI MATERIAL DE OTIMA QUALIDAE MUITO OBRIGADO

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  5. Parabéns, Excelente! Agradeço bastante pelo trabalho de vocês aqui do muro com estes ótimos discos! Obrigado.

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  6. Marcelo Henriques21/10/11 12:37

    banda excelente........igualmente ao seu trabalho...valeu parceiro......por meio de trabalhos assim é que nós podemos difundir o conhecimento sobre rock.

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  7. O show no Royal Albert Hall de 2005 foi uma das maiores reuniões da história, e o melhor, um power trio pesado e coeso, provando que a idade fez muito bem à esses matusquelas, sem as guerrinhas de ego do passado o som ficou muito mais agradavel de ser apreciado, o que Eric Clapton fez jus ao seu status de "DEUS", ele tirou lágrimas da guitarra, e bastava ver a cara de satisfação dos três reunidos pra ver o clima que rodeava esses shows...
    3 monstros em seus respectivos instrumentos.
    no dvd desse show de 2005 na clássica Crossroads aparece a imagem de Brian May com um sorriso gigantesco durante o solo de Clapton, é de arrepiar!!!

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  8. Grandes discografias neste blogue,continue assim! ;)

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  9. Cara o muro e melhor coisa que existe na internete, vc esta de parabens!

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  10. obrigada! adoro o cream e estava procurando estas pérolas faz um tempo....

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  11. valeu cara!!! ótima postagem!!

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  12. Adorei o blog. Parabéns! É bom saber que nem tudo no mundo está perdido

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  13. Great again.
    Thank you very much.

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  14. Eric Patrick Clapton is The God of The Guitar !!! Jack Bruce is The God of The Bass Guitar !!
    Ginger (Ruivo) Baker is The God of The Drums !
    That is That !!!!

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  15. melhor blog de downloads... tem tudo aqui, impressionante!

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  16. vocês são demais! gratidão por disponibilizar tanta coisa BOA! valeu

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  17. MELHOR SITE DA INTERNET ! NA MORAL AMO VCS

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  18. vlw velho \m/

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  19. Eskerrik asko / Muito obrigado

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  20. Excelente!!!

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  21. Mais uma vez O Muro está de parabéns ( Alex) vc é demais, O CREAM foi uma banda nos final dos 60 e início 70 que marcou muito o mundo com suas canções notáveis, como também os três mágicos da boa música.
    Tanto Clapton, Baker & Bruce são demais, todos devem escutar uma das últimas apresentações - O álbum duplo ao vivo no Royal Abert Hall em 2005, Show d+, pena que o grande baixista Jack Bruce faleceu ano passado. Mas Clapton e Baker ando dando vários shows por ai.
    mais uma vez Alex parabéns pela re-postagem em (320 Kbps).
    Grande Abraço
    Zygho

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  22. Fantástico!!!

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  23. Jayme da costa, Maceió, AL27/03/15 23:33

    Muito obrigado MURO... Palavras nem sempre revelam os sentimentos... PARABÉNS.

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  24. PARABÉNS AO ERIC CLAPTON, HOJE COMPLETA 70 ANOS.. VIVA ELE, GRANDE DINOSSAURO DO ROCK. - PARABÉNS MURO = E VIVA O ALEX.. VOÇÊ É O CARA QUE SABE TUDO..... E MUITO +.
    Zygho

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  25. Gracias por el rock,amigo

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