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25 de dezembro de 2010

Vanilla Fudge - Discografia.

Se você é fã de nomes como Deep Purple, Uriah Heep, Queen, Black Sabbath, Jeff Beck, Cactus, Cliff Burton (Metallica) e John Bonham (Led Zeppelin), entre outros, saiba que todos eles têm algo mais em comum do que o fato de serem grandes nomes do rock mundial. Todos de alguma forma foram influenciados por um quase desconhecido grupo norte-americano, cujo nome saiu de um simples sorvete com sabor baunilha. Estou falando do Vanilla Fudge. 

Formado em 1965, o grupo durou apenas cinco anos, sempre com a mesma formação: o mágico Mark Stein (órgão, vocais), Carmine Appice (bateria, vocais), Vince Martell (guitarra, vocais) e Tim Bogert (baixo, vocais).

Músicos de extremo talento - pequeno desconto para Martell, que evoluiu bastante com o passar do tempo -, que fizeram da união hammond, arranjos vocais, bateria e distorção uma saborosa guloseima sonora, exibida através de cinco álbuns de estúdio. Nesses discos, psicodelia e peso são colocados em um caldeirão efervescente, repleto de lisergia e alucinógenos, criando um som único, que foi copiado sem dó nem piedade pela Mark I do Deep Purple e pela fase inicial do Uriah Heep. 

Depois de 1970, idas e vindas geraram mais três álbuns e mais alguns ao vivo, totalizando portanto oito álbuns de estúdio, que a coluna Discografias Comentadas deste domingo apresenta. 

Vanilla Fudge (1967)

A estreia do Fudge é uma aula de psicodelismo e trabalho musical. Inovador é a palavra que melhor define esse disco. Com exceção das vinhetas “Illusions of My Childhood (Part One)" ”Illusions of My Childhood (Part Two)" e "Illusions of My Childhood (Part Three)" que são apenas trechos de 30 segundos intercalando as canções do lado B, citando momentos de "Strawberry Fields Forever" (The Beatles), as demais canções são covers, ou melhor, novos e belos arranjos para clássicos de Beatles ("Ticket to Ride" e "Eleanor Rigby"), Curtis Mayfield ("People Get Ready"), Zombies ("She's Not There"), Sonny & Cher ("Bang Bang"), The Supremes ("You Keep Me Hanging On") e Trade Martin ("Take Me for a Little While"). 

O órgão de Stein é o centro das atenções nesses arranjos, criando camadas e camadas de tensão e barulhos insanos, inéditos até aquele momento, e que com o auxílio das violentas pancadas de Appice, as tinhosas linhas de Bogert, e os sentimentais (mas carente de técnica) solos de Martell, misturam-se aos arranjos vocais extremamente bem trabalhados, sessões instrumentais intrincadas (primórdios do progressivo) e que talvez, na época, somente o Moody Blues com Days of Future Passed conseguia igualar. 

Destacar alguma canção entre tantas pérolas é difícil, mas se for para começar, ouça a emocionante "You Keep Me Hanging On" (e veja de quem Ian Gillan copiou suas linhas vocais), o belíssimo trabalho vocal de "People Get Ready", também apresentado na linda "Bang Bang" (esta para entender as experimentações clássicas do Deep Purple), e o espetáculo lisérgico de "Ticket to Ride", para deixar o órgão fritar seu cérebro sem dó nem piedade, em uma das melhores versões para uma canção do Beatles. Citar o Deep Purple como referência é chover no molhado, já que Ritchie Blackmore, Jon Lord e Ian Gillan sempre enaltecem a importância de terem ouvido os americanos para formarem suas ideias sobre música. Um clássico, que chegou rapidamente na sexta posição nas paradas americanas, mas não o melhor do Fudge. 

The Beat Goes On (1968)

Tido por muitos como um dos maiores erros da história do rock, o segundo disco do Vanilla Fudge é daqueles que facilmente entra na lista do ame ou odeie. Para começar, nele não existe uma única canção completa, a exceção da curta faixa-título (mais uma versão para um clássico de Sonny & CHer) e de "Sketch", uma bonita peça instrumental de Stein ao órgão e ao piano, apresentando a melodia de "The Beat Goes On", que aparece repetidamente em quase todo o álbum. A história por detrás do disco é tão bizarra quanto o mesmo. 

O grupo havia brigado com o produtor George Morton, que resolveu criar o álbum sozinho, pegando partes de diversas canções e entrevistas de pessoas famosas, misturando tudo de forma que fosse criada uma história conceitual sobre o desenvolvimento da humanidade, e utilizando-se da sua criatividade para comandar o que o quarteto precisava gravar. São quatro Phases no total. A "Phase One" concentra-se na evolução da música, passando por trechos de nomes do século XVIII (Mozart), XIX (Stephen Foster) e o rock do século XX (destacando obviamente The Beatles). 

A maravilhosa "Phase Two" é voltada especialmente para Beethoven, mesclando passagens de "Moonlight Sonata" e "Fur Elise", o que gerou uma grande polêmica na imprensa, pois ninguém havia ousado fazer uma versão rock pesado para músicas clássica até então. "Phase Three" é a mais desnecessária, já que traz apenas vozes de líderes de estado, como Winston Churchill, Franklin Roosevelt, John Kennedy, entre outros, durante discursos famosos. Por fim, "Phase Four"  apresenta os solos individuais de cada um dos membros do grupo, e serve para percebermos um pouco da evolução musical de Martell. 

A ideia acabou não surtindo efeito, e os próprios membros do Vanilla Fudge se recusam a comentar sobre o disco, alegando que a participação dos mesmos foi somente para não perder o emprego. Mesmo assim, ouvindo de cabeça aberta, é um álbum muito interessante, principalmente pelas passagens de "Phase One" e "Phase Two", e que chegou na décima sétima posição nos Estados Unidos. 

Renaissance (1968)

Fugindo da psicodelia e encarando o progressivo de frente, o Vanilla Fudge lança seu melhor trabalho. Maduros do ponto de vista de composição, praticamente abdicam do fato de criar em cima do que já havia sido criado, e passam a criar suas próprias canções. 

Cinco das sete canções são composições do grupo, quase todas com um clima soturno e assustador. Logo na abertura já podemos se arrepiar com a incrível "The Sky Cried - When I Was a Boy", onde todos os instrumentos englobam os vocais graves de Stein, fazendo uma canção pesada e experimental, fugindo bastante do estilo do álbum de estreia, ainda mais com a inclusão dos barulhos de chuva e trovões. Outra paulada destruidora é o tornado "Faceless People", composto por Appice e causador de muitas dores no pescoço por causa de seu riff pesadíssimo. "Thoughts" e "Paradise" são pequenas dicas do que o Uriah Heep veio a fazer meses depois, enquanto "That's What Makes a Man" é uma balada poderosa, com um majestoso arranjo vocal. Aliás, os arranjos vocais estão cada vez mais trabalhados, e o órgão diminui seu espaço para complexas sessões instrumentais entre baixo, bateria e guitarra, como atesta a ótima "The Spell That Comes After", imponente recriação para essa pérola escondida na obra de Essra Mohawk. 

Os tons sombrios são amplificados na melhor faixa de todas (e talvez a melhor da carreira dos americanos), a satânica e arrepiante versão de "Season of the Witch" (original de Donovan), que faz muito marmanjo headbanger se borrar todo com as assombrosas vocalizações imitando as bruxas que passeiam por detrás da janela do personagem principal, e a verdadeira tortura para cuecas e calcinhas causada pela mulher sussurrando por socorro. Com certeza, a frase "help me!" ainda fazem esses mesmos headbangers perderem várias noites de sono. O melhor disco do Vanilla Fudge, e fim de papo, que alcançou a vigésima posição nas paradas americanas. 

Near the Beginning (1969)

Apesar de ser o maior exemplo da guerra de egos que ocorria internamente na banda, este é outro trabalho magistral, apresentando a evolução individual de cada membro do Fudge. 

Quem mais se destaca é Martell, atacando o wah-wah sem piedade durante quase todos os 45 minutos desse grande disco, que retira o Vanilla Fudge do progressivo e finca seu pé no hard pesado. "Shotgun" (Jr. Walker & The All Stars), é para colocar o quarto abaixo através de um boogie pesado e dançante, no qual o wah-wah é o rei soberano, tendo a companhia dos solos de baixo, órgão e bateria, tudo isso em pouco mais de seis minutos, aglomerados com maravilhosas vocalizações. "Some Velvet Morning" (Lee Hazlewood) é um ataque aéreo do baixo, carregado de distorção (algo inédito naquela época),  e comandado pelo general Appice, que diz quando e como as pesadas notas do baixo devem ser aliadas ao órgão e a guitarra. 

O mais impressionante é a alternância da mesma, pois logo após o barulho inicial, recebemos uma divina balada, na qual os vocais se destacam sobre emocionantes passagens do órgão, voltando à leveza e continuando este ciclo até o final. Já "Where is Happiness" resgata o lado psicodélico dos discos anteriores, tendo uma sinistra introdução, que lembra bastante "A Saucerful of Secrets" (Pink Floyd), e o mais complicado acompanhamento da vida de Appice. 

O lado B é totalmente dedicado para "Break Song", gravada ao vivo no Shrine Auditorium ainda em 1968, e que possui solos magistrais de cada membro do Fudge, sempre com uma base muito veloz da bateria e baixo, sendo este carregado de distorção até o último volume. Grande disco, que atingiu a décima sexta posição nos charts americanos, e que nasceu no mesmo ano de lançamentos épicos como Tommy (The Who), Volunteers (Jefferson Airplane) e Led Zeppelin (Led Zeppelin), mas não perde em nada para esses álbuns, pois a extravagante mistura de peso e psicodelia criada pelo Vanilla Fudge foi registrada no melhor momento da banda. 

Rock & Roll (1969)

Poderia um comercial para a Coca-Cola acabar com uma banda? Se esta fosse o Vanilla Fudge, sim. 

O disco que encerra a primeira fase do grupo é o mais fraco da mesma. Apesar do nome, em Rock & Roll temos o mais eclético dos álbuns Fudgeanos. Ele começa com o hard alucinante de "Need Love", mais uma prova da evolução musical de Martell, com um rock furioso, com solos rasgados de hammond e guitarra, e que já vale a aquisição do LP. No mais, temos flerte com a música gospel ("Lord in the Country"), hards simples ("Street Walking Woman") e muitas baladas emotivas, as quais são "I Can't Make it Alone", cover para a canção de Carole King; "Church Bells of St. Martins", com vocalizações muito parecidas com o que o Queen faria anos depois; e a linda "The Windmills of Your Mind", cover emocionante para essa pérola da música francesa de Michel Legrand; e a ótima versão para "If You Gotta Make a Feel Somebody", de Rudy Clark, com Martell e Stein rasgando a voz como podem.  

Um disco mediano, que talvez pelo excesso de baladas, demora a agradar, mas com o passar do tempo, se torna uma apreciável audição. Com ele, o Vanilla Fudge chegou pela derradeira vez a figurar nos charts americanos, atingindo a trigésima quarta posição. Pouco depois o quarteto acabou, com Bogert e Appice indo fundar o Cactus (a ideia era montar um power trio com Jeff Beck, o guitarrista do comercial citado, e que gerou toda a controvérsia para o fim da banda, mas o trio só ocorreu em 1972, o hoje idolatrado Beck Bogert Appice), Martell abandonando a música e Stein tentando seguir mais algum tempo com o Vanilla Fudge, ao lado de Sal D'Nofrio (baixo) e Jimmy Galluzi (bateria), o que não durou mais de dois meses. Demorariam doze anos para que o nome Vanilla Fudge voltasse à cena. 

Mystery (1984)

Após o lançamento da coletânea Best of Vanilla Fudge, em 1982, o grupo se reuniu quatorze anos após o fim em 1970, tendo na formação Appice, Bogert, Stein e o guitarrista Ron Mancuso. A expectativa em torno do que iria sair de Mistery foi maior do que o resultado final, que desagradou em muito aos fãs originais, e também a imprensa. 

O resultado pode ser decepcionante, mas visto com outros olhos, é fácil entender por que poucos gostam deste disco. Na verdade, nele não há nenhum indício da barulheira e peso da década de 60, mas uma revitalização e adaptação ao som oitentista, tendo como referência o "na  moda" AOR. 

O resultado é um disco carregado de sintetizadores, sem nenhuma participação do famoso órgão hammond, levadas e solos de guitarra de tirar o fôlego, belos arranjos vocais ou viradas de baixo e bateria para colocar a casa abaixo. Mas é um AOR da melhor qualidade. "Jealousy" (com participação especial de Jeff Beck, escondido sob o pseudônimo J. Toad), "Walk on By" e "The Stranger" são as melhores faixas, mas pode ser dado destaque para os perfeitos arranjos AORianos de "Golden Age Dreams", "Under Suspicion" (esta carregada de eletrônicos), "Don't Stop Me Now" e "Hot Blood". 

Difícil mesmo é entender como a pior canção do disco acabou dando nome ao mesmo, e aturar "It Gets Stronger" ou "My World is Empty" é pedir para chorar e muito. O grupo separou-se novamente, reunindo-se em 1987 e 1988 para comemorar os 40 anos da Atlantic Records, até cada um seguir seu caminho de vez. E quanto a Mistery, é um forte candidato a participar da sessão I Wanna Go Back, do colega Diogo Bizzoto, mas infelizmente, apesar de ser um disco bem regular, disparado o candidato a pior disco do Vanilla Fudge. 

The Return (2001)

Se Mystery poderia estar na sessão I Wanna Go Back, Vanilla Fudge 2001 - The Return é um bom exemplo a ser utilizado na sessão Oops ... I did it Again. Tudo por que depois de mais uma tentativa frustrada de retorno do grupo em 1990, que resultou no álbum ao vivo The Best of Vanilla Fudge - Live (1991), chegaram os anos 2000, e com ele, outra reunião, dessa vez com Martell, Appice e Bogert, além do tecladista Bill Pascali. 

O quarteto lançou um novo álbum, resgatando velhos clássicos Fudgeanos para os jovens, além de criar arranjos para canções que na época eram as principais nas rádios do planeta. Concentrando-se nas revisões para suas próprias canções, oito das onze faixas são pertencentes a essa classificação. Algumas delas ficaram quase iguais as versões originais (“You Keep Me Hanging On”, “People Get Ready”, “Take Me for a Little While”, “Need Love” e “She’s Not There”) sendo a bateria o vilão do arranjo. Já  “Shotgun” e “Good Good Lovin’” ficaram muito piores do que as versões originais, não merecendo o atentado aqui cometido. 

Por fim, a versão de “Season of the Witch” acaba sendo uma maravilhosa busca por alguma diferença entre a versão original e a nova versão, revelada no final dessa assustadora e fantástica canção, que aqui, admito sem medo de errar, acaba ficando bem melhor que o que ouvimos em Renaissance. Das covers novas, duas surpreendem, as quais são "Ain't That Peculiar" (original de Marvin Gaye) e "Tearin' Up My Heart" (original do N' Sync). Sim, uma canção dos almofadinhas americanos conseguiu ficar bem legal com o Vanilla Fudge, e a homenagem surpresa não para por aí, já que os também almofadinhas Backstreet Boys foram homenageados com uma versão para "I Want it That Way", essa sim, apesar de pesada, não fazendo jus ao grandioso nome do Vanilla Fudge. 

Um bom álbum, apesar de algumas derrapadas, e que recebeu três relançamentos distintos. Return (2002) trouxe uma versão suingada de “Do Ya Think I’m Sexy”, de Rod Stewart, cantada por Appice e com a participação especial do próprio Stewart fazendo vocalizações, em adição as demais. Já Return (2003) possui as mesmas canções da versão de 2002, acrescidas de uma versão psicodélica para "Tearing Up My Heart". O último lançamento foi Then and Now (2004), que retirou do track list "Ain't That Peculiar", substituindo-a por uma interessante revisão de "Eleanor Rigby". 

Out Through the In Door (2007)

Stein voltou ao grupo em 2006, e com o quarteto original, pintou a ideia de homenagear um dos grupos que teve pequena mas importante influência do Vanilla Fudge, o Led Zeppelin, já que John Bonham fazia suas viradas totalmente saídas das viradas de Appice. 

O Vanilla Fudge até que tentou seguir o arranjo original, mas apenas em seis das doze canções selecionadas ouvimos igualdade, sendo os outros 50% bem diferente e excepcional. "Immigrant Song" está nas que manteve um formato similar ao original, destacando o baixo cavalgante de Bogert, apesar dos sintetizadores, assim como "Trampled Under Foot", "Dazed and Confused", "Fool in the Rain", "Rock and Roll" e "All My Love", onde a principal diferença fica no timbre vocal de Stein e Bogert em comparação à Plant. "Ramble On", "Black Mountain Side", "Babe I'm Gonna Leave You", "Dancin' Days", "Moby Dick" e "Your Time is Gonna Come" receberam uma revitalizada que em pouco lembram as versões originais. "Black Mountain Side" e "Your Time is Gonna Come" são as que mais chama a atenção, tendo um bonito arranjo com órgão e violão, e o arranjo com piano elétrico e guitarra para "Babe I'm Gonna Leave You" ficou muito bom, dando mais peso e dramaticidade para essa pérola do álbum de estreia do Zeppelin. E o que dizer de "Moby Dick"? Appice transformou o solo de Bonham, falecido em setembro de 1980, colocando velocidade e principalmente, demonstrando a técnica e pegada que influenciou o homenageado. O álbum contou com a participação especial de Vince Wasilewski nos vocais de duas faixas: "Ramble On" e "Immigrant Song", e é o último disco oficial do grupo até o presente momento. 

Complementando a discografia do Vanilla Fudge, em 2007 foi lançado o ao vivo Good Good Rockin' - Live at Rockpalast. Em 2008, mais dois álbuns ao vivo chegaram às lojas: Orchestral Fudge e When Two Worlds Collide (DVD). 

Na década atual, o grande lançamento foi a caixa Bof of Fudge (2010), trazendo quatro CDs que abrangem a primeira fase do Vanilla Fudge, sendo dois CDs somente com versões ao vivo nunca lançadas anteriormente. Os cinco primeiros álbuns foram relançados em CD, trazendo diversas faixas bônus cada um, em versões que valem a pena serem adquiridas. Entre 2003 e 2007, foram lançados os ao vivo The Return – Live in Germany Part 1 (2003), The Real Deal – Vanilla Fudge Live (2003) e Rocks the Universe – Live in Germany Part 2 (2006), outros interessantes acréscimos na discografia do Fudge. 

O grupo permanece na ativa, fazendo shows revivals ao lado do Yardbirds, e tendo na formação Appice, Stein, Martell e o baixista Pete Bremy. Uma ótima forma de trazer para os jovens a fonte da inspiração de algumas das principais bandas da década de 70. 

Ritchie Blackmore (Deep Purple, Rainbow, Blackmore's Night) um dos maiores guitarristas da história do rock e a sua opinião sobre o Vanilla Fudge:
"A lenda do rock diz que o maior nome do rock em 1967 era Jimi Hendrix, mas isto não é verdade. Era o Vanilla Fudge. Todo mundo ia assistir eles, desde Eric Clapton até os caras do Beatles. Eles tocavam músicas de oito minutos, que eram dinâmicas. Nós ouvíamos aquilo e pensávamos: "Que está acontecendo? Como que isso não tem três minutos?". Era um grupo além de seu tempo, e quando eu encontrei com Jon Lord, nossa ideia era ser exatamente um clone do Vanilla Fudge". Texto: Mairon Machado.  Site Oficial. 

Integrantes.

Atuais.

Mark Stein (Vocais, Teclados, 1966-1970, 1982-1984, 2005, desde 2006)
Vince Martell (Guitarra, Vocais, 1966-1970, 1999-2003, desde 2004)
Carmine Appice (Bateria, Vocais, 1966-1970, 1982-1984, 1987-1988, 1991, 1999-2008, desde 2009)
Pete Bremy (Baixo, Vocais, 2002, 2008, 2011, desde 2011)
 

Ex-Integrantes.

Tim Bogert (Baixo, Vocais, 1966-1970, 1982-1984, 1987-1988, 1999-2002, 2003-2008, 2009-2011)
Ron Mancuso (Guitarra, 1982-1984)
Paul Hanson (Guitarra, Vocais, 1987-1988)
Lanny Cordola (Guitarra, Vocais, 1988)
Derek St. Holmes (Guitarra, Vocais, 1991)
Bill Pascali (Vocais, Teclados, 1999-2005, 2005-2006)
T.M. Stevens (Baixo, 2002)
Teddy Rondinelli (Guitarra, Vocais, 2003)
Jimmyjack Tamburo (Bateria, Vocais, 2008-2009)
Steve Argy (Baixo, Vocais, 2008-2009)
 

Senha dos Arquivos: muro

Password Files: muro


Bitrate: 320Kbps.

Álbuns.

The Pigeons - While The World Was Eating Vanilla Fudge (1967)
 
01. Midnight Hour (3:50)
02. Good Lovin' (2:09)
03. I Who Have Nothing (4:17)
04. Upset The People (3:07)
05. Mustang Sally (3:42)
06. You're My Soul And Inspiration (3:32)
07. About Me (2:41)
08. Don't Look Back (3:38)


Vanilla Fudge (1967)
 
01. Ticket To Ride (6:04)
02. People Get Ready (6:33)
03. She's Not There (4:58)
04. Bang Bang (5:28)
05. Stra (Illusions Of My Childhood-Part One) (7:26)
You Keep Me Hangin'On
Wber (Illusions Of My Childhood-Part Two)

06. Take Me For A Little While (3:55)
Ryfi (Illusions Of My Childhood-Part Three)
07. Eleanor Rigby - Elds (8:11)


Live In Portland (1968)
 
01. People Get Ready (8:25)
02. You Keep Me Hangin' On (6:25)
03. Jam (25:16)


The Beat Goes On (1968)
 
01. Sketch (3:02)
02. Phase One - Intro: The Beat Goes On (1:59)
03. Phase One - Variations On A Theme By Mozart (7:00)
04. Phase Two - The Beat Goes On (1:38)
05. Phase Two - Beethoven: Fur Elise/Moonlight Sonata (6:37)
06. Phase Two - The Beat Goes On (1:08)
07. Phase Two - The Beast Goes On (1:03)
08. Phase Three - Voices In Time (8:18)
09. Phase Four - The Beat Goes On (1:05)
10. Phase Four - Merchant/The Game Is Over (9:53)
11. The Beat Goes On (2:24)


Renaissance (1968)
 
01. The Sky Cried-When I Was A Boy (7:40)
02. Thoughts (3:34)
03. Paradise (6:04)
04. That's What Makes A Man (4:30)
05. The Spell That Comes After (4:33)
06. Faceless People (6:07)
07. Season Of The Witch (9:00)
 
Bonus Tracks.
08. All In Your Mind (3:02)
09. Look Of Love (2:53)
10. Where Is My Mind (2:44)


Near The Beginning (1969)
 
01. Shotgun (6:13)
02. Some Velvet Morning (7:29)
03. Where Is Hapiness (7:03)
04. Break Song (23:24)
05. Look Of Long (2:50)


Rock & Roll (1969)
 
01. Need Love (4:59)
02. Lord in the Country (4:34)
03. I Can't Make It Alone (4:47)
04. Street Walking Woman (6:01)
05. Church Bells of St. Martins (4:39)
06. The Windmills of Your Mind (8:54)
07. If You Gotta Make a Fool of Somebody (6:24)
 
Bonus Tracks.
08. All in Your Mind (3:05)
09. Need Love (Mono Single Version) (2:40)
10. I Can't Make It Alone (Single Version) (3:37)
11. Lord in the Country (Single Version) (3:02)


The Best of Vanilla Fudge (1982)
 
01. Illusions of My Childhood (Part One) (0:26)
02. You Keep Me Hanging on (6:42)
03. Illusions of My Childhood (Part Two) (0:20)
04. Shotgun (6:12)
05. Some Velvet Morning (7:43)
06. Ticket to Ride (5:51)
07. Take Me for a Little While (3:18)
08. Illusions of My Childhood (Part Three) (0:29)
09. Where is My Mind (2:51)
10. Season of the Witch (8:53)


Mystery (1984)
 
01. Golden Age Dreams (4:34)
02. Jealousy (3:58)
03. Mystery (4:38)
04. Under Suspicion (3:56)
05. It Gets Stronger (5:21)
06. Walk On By (5:00)
07. My World Is Empty (4:04)
08. Dont Stop Now (4:17)
09. Hot Blood (4:13)
10. The Stranger (4:53)


Golden Age Dreams (Live 1991)
 
01. My World Is Empty Without You (5:28)
02. You Keep Me Hangin' On (6:38)
03. Take Me For A Little While (3:38)
04. Shotgun (5:10)
05. Eleanor Rigby (8:22)
06. Ticket To Ride (5:59)
07. People Get Ready (6:05)
08. Golden Age Dreams (4:45)


Psychedelic Sundae: The Best of Vanilla Fudge (1993)
 
01. You Keep Me Hangin' On (3:03)
02. Where Is My Mind (2:47)
03. The Look of Love (2:52)
04. Ticket to Ride (5:56)
05. Come By Day, Come By Night (2:59)
06. Take Me For a Little While (3:21)
07. That's What Makes a Man (4:28)
08. Season of the Witch (7:47)
09. Shotgun (2:36)
10. Thoughts (3:33)
11. Faceless People (6:07)
12. Good Good Lovin' (3:00)
13. Some Velvet Morning (7:39)
14. I Can't Make It Alone (3:38)
15. Lord In the Country (3:03)
16. Need Love (5:00)
17. Street Walking Woman (6:14)
18. All In Your Mind (3:03)


The Return (2001)
 
01. Ain't That Peculiar (6:10)
02. You Keep Me Hangin' On (6:45)
03. Tearin' Up My Heart (7:38)
04. Shotgun (6:06)
05. People Get Ready (6:47)
06. Take Me For A Little While (4:15)
07. Good Good Livin' (4:43)
08. I Want It That Way (6:51)
09. Need Lov (4:50)
10. She's Not There (5:13)
11. Season Of The Witch (8:11)
12. Do Ya Think I'm Sexy (7:13)


Then And Now (Coletânea 2004)
 
CD 1.

01. You Keep Me Hangin On (6:45)
02. Tearin' Up My Heart (7:38)
03. Shotgun (6:06)
04. People Get Ready (6:47)
05. Take Me For A Little While (4:15)
06. Good Good Livin' (4:43)
07. I Want It That Way (6:51)
08. Need Love (5:32)
09. Eleanor Rigby (7:57)
10. She's Not There (5:13)
11. Season Of The Witch (8:11)
12. Da Ya Think I'm Sexy? (7:13)
 

CD 2.

01. Good Livin' (4:48)
02. Take Me For A Little While (3:40)
03. Ain't That Peculiar (6:16)
04. People Get Ready (6:45)
05. Shotgun (9:20)
06. Tearin' Up My Heart (7:31)
07. She's Not There (9:57)
08. Keep Me Hangin' On (6:39)
09. Season Of The Witch (10:09)
10. Do Ya Think I'm Sexy (9:46)
 


Out Through the in Door (2007)
 
01. Immigrant Song (3:20)
02. Ramble On (4:29)
03. Trampled Underfoot (4:50)
04. Dazed And Confused (5:59)
05. Black Mountain Side (3:31)
06. Fool The Rain (5:36)
07. Babe, I'm Gonna Leave You (7:05)
08. Dancing Days (4:49)
09. Moby Dick (6:08)
10. All My Love (6:17)
11. Rock And Roll (4:21)
12. Your Time Is Gonna Come (5:46)


Good Good Rockin': Live at Rockpalast (2007)
 
01. Good Good Lovin' (5:00)
02. Take Me For a Little While (7:31)
03. People Get Ready (7:37)
04. Shotgun (6:07)
05. Carmine Appice Drum Solo (5:25)
06. She's Not There (5:57)
07. Tim Bogert Bass Guitar Solo (8:10)
08. Do Ya Think I'm Sexy (9:52)
09. You Keep Me Hangin' On (6:38)
10. Tearin' Up My Heart (8:01)


Orchestral Fudge (Live 2008)
 
01. Good Lovin' (4:48)
02. Take Me For A Little While (3:34)
03. Ain't That Peculiar (4:59)
04. People Get Ready (4:57)
05. Shotgun (4:58)
06. Tearin' Up My Heart (4:57)
07. She's Not There (4:14)
08. Keep Me Hangin' On (4:31)
09. Season Of The Witch (4:47)
10. Do Ya Think I'm Sexy (4:59)


You Keep Me Hanging' On Live (2009)
 
01. Good Good Livin' (4:58)
02. Take Me For A Little While (7:32)
03. Tearing Up My Heart (8:11)
04. People Get Ready (7:36)
05. Shotgun (6:07)
06. Drum Solo (5:25)
07. Shes Not There (5:57)
08. Bass Solo (8:11)
09. Do Ya Think I'm Sexy (9:52)
10. You Keep Me Hangin On (7:02)


Box of Fudge (2010)
 
CD 1.

01. All In Your Mind (3:05)
02. Take Me For A Little While (3:20)
03. Ticket To Ride (5:55)
04. People Get Ready (6:31)
05. She's Not There (4:57)
06. You Keep Me Hanging On (6:46)
07. Where Is My Mind (2:46)
08. The Look Of Love (2:52)
09. Sketch (3:01)
10. The Beat Goes On (2:08)
11. Come By Day, Come By Night (2:59)
12. The Sky Cried - When I Was A Boy (7:39)
13. That's What Makes A Man (4:29)
14. Faceless People (6:06)
15. Season Of The Witch (8:53)

CD 2.

01. Shotgun (6:14)
02. Some Velvet Morning (7:40)
03. You Can't Do That (4:26)
04. People (5:23)
05. Good Good Livin' (Long Version) (5:48)
06. Heartache Jam (4:21)
07. Need Love (4:59)
08. Lord In The Country (4:33)
09. Street Walking Woman (6:13)
10. The Windmills Of Your Mind (6:05)
11. Jealousy (3:59)
12. My World Is Empty (4:03)

CD 3: Live.

01. She's Not There (8:41)
02. Shotgun (6:35)
03. People Get Ready (8:36)
04. You Keep Me Hanging On (7:24)
05. Season Of The Witch (11:14)
06. Break Song (22:15)
 

CD 4.

01. Good Good Livin' (Live) (5:04)
02. Ticket To Ride (Live) (5:48)
03. Medley:
(15:50) 
A. Moonlight Sonata 
B. Für Elise 
C. Eleanor Rigby (Live)
04. Take Me For A Little While (Live) (5:08)
05. Like A Rolling Stone (Live) (7:00)
06. Love Jam (10:22)
07. Movin' On (9:16)
08. VF Studio Jam (12:27)
 


Reunion Tour (2011)
 
01. Eleanor Rigby (8:17)
02. Golden Age Dreams (4:42)
03. My World Is Empty (5:25)
04. People Get Ready (6:00)
05. Shotgun (5:06)
06. Take Me For A Little While (3:35)
07. Ticket To Ride (5:51)
08. You Keep Me Hangin' On (6:44)


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16 comentários :

  1. Grande Alex. Um Batalhador pelo bom, velho e novo Rock And Roll, esta discografia do Vanilla Fudge é simplesmente maravilhosa e você sempre nos prestigiando com Pérolas do Rock. PARABENS mais uma vez pela sua luta contra aqueles que não querem o seu Blog funcionando. Um Grande Abraço Amigo e Fraterno. Long Live Rock And Roll. José Alves Teixeira "Garanhuns-PE" (Tex)

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  2. Rodrigo Mesquita21/07/11 23:49

    MARAVILHOSA BANDA!!! Grato por ter me feito comnhece este MAGNÍFICO SOM!!!

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  3. Aí Silvio Santos falou..."Abriram-se as portas do Rock And Roll..." he

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  4. comcordo plenamente com o José Alves. Eu sí cinhecia até e Rock e Roll,esse tributo ao Led,nem em sonho, valeu.

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  5. Gracias, estoy haciendo un mp3 disco que no voy a vender y solo yo lo escuchare. muchas gracias.

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  6. Quatro motivos pra baixar Vanilla Fudge:

    - Os caras do Deep Purple se espelhavam neles;
    - Os caras do Uriah Heep também;
    - O baixista e o baterista são os mesmos do Cactus (Tim Bogert e Carmine Appice);
    - O baixista e o baterista se uniriam ao Jeff Beck mais tarde (Beck, Bogert & Appice)

    Só não ficaram mais famosos pelo fato da banda ser dos EUA, que tem menos receptividade às novidades musicais...

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  7. Eduardo Mentzingen02/09/12 01:49

    Mestre Alex, e eu que pensei que minhas favoritas do rock já estavam fechadas, grande e boa ilusão a minha porque essa versão deles de "You Keep Me Hanging On" é simplesmente fodástica total. Como dizem os comentários num dos vídeos deles no you tube, esses caras deviam ser do espaço, só podia mesmo, pra fazer o som que eles faziam essa é uma explicação bem possível mesmo.
    Mais uma vez parabéns pelo ótimo trabalho e divulgação do Muro. Vida longa e eterna o Muro, sempre !!!

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    Respostas
    1. Concordo com você Eduardo eles transformaram a You Keep Me Hangin'On, colocarem a versão original no bolso. Como disse Ritchie Blackmore eles eram um grupo além do tempo. Eu acho que os timbres de vocal da You Keep Me Hangin'On inspirou muitas bandas de hard rock, pois em 1967 nenhuma banda tinha um refrão tão lindo como o da You Keep Me Hangin'On.

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  8. Eduardo Mentzingen07/09/12 11:18

    Verdade mesmo Mestre Alex, tudo que disseste é a mais pura verdade mesmo.

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  9. Vlw... discografia baixada, escultada, admirada e apreciada...obrigado por disponibilizar seu tempo para a difusao do rock'n roll, por isso o rock nunca morre... Obrigado.
    Ayrton, Jacobina - BA.

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  10. Banda Fantástica! Atualmente estão tocando com o baixista Pete Bremy, Tim Bogert aposentou.

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  11. Jayme da Costa Maceió AL19/01/15 06:54

    Como é Bom termos este Prazer! Disfrutar de MUSICAS COM ALMA! Isto Alivia a Crueldade destes "Poderosos", Injustos e Cruéis que NÁO RESPEITAM À VIDA! OBRIGADO.

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  12. Mais uma vez... Obrigado pelo presente grande Alex.

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  13. Vou continuar a baixar e finalizar rssss no Box of Fudge (2010) É um presentão no inicio de ano!!! MUITO OBRIGADO!!!

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