7 de abril de 2011

Inocentes - Discografia.

Inocentes foi uma das primeiras e mais importantes bandas de punk rock brasileiras, formada em 1981 por ex-integrantes de duas bandas da periferia de São Paulo, o Restos de Nada e o Condutores de Cadáver. 

História.

Início.

O Inocentes foi formado em agosto de 1981, por três ex-membros do Condutores de Cadáver, o guitarrista Antônio Carlos Calegari, o baterista Marcelino Gonzales e o baixista Clemente, este, o mais experiente, pois já havia tocado no Restos de Nada, uma das primeiras bandas punk paulistanas. Os três chamaram o novato Maurício para assumir os vocais.

O nome Inocentes teria sido inspirado em uma música dos primórdios do punk inglês, de John Cooper Clarke, "Innocents", que fez parte da coletânea Streets do selo Beggar’s Banquet. Suas influências foram bandas como Buzzcocks, The Vibrators, Generation X, New York Dolls, The Saints e Ramones.

Em 1982, foram convidados, junto com Cólera e Olho Seco, a participar da coletânea Grito Suburbano, o primeiro registro sonoro das bandas punks brasileiras, lançada pelo selo Punk Rock Discos em 1982.

Com a explosão do movimento punk paulistano para todo o Brasil, o Inocentes conseguiu projeção nacional e se tornou um de seus porta-vozes. Eles viraram personagens do documentário em vídeo Garotos do Subúrbio, dirigido por Fernando Meirelles (diretor de Cidade de Deus), e exibido no MASP em 1982, e do curta Pânico em SP, dirigido por Mário Dalcêndio Jr.. No fim do mesmo ano, já com um novo vocalista, Ariel Uliana Jr., participam do festival O Começo do Fim do Mundo, no SESC Pompéia, em São Paulo, que foi registrado ao vivo e lançado em disco no ano seguinte em forma de coletânea.

Em 1983, fazem parte da invasão ao Rio de Janeiro por punks paulistanos, tocando no Circo Voador com sete bandas punk paulistas e mais Paralamas do Sucesso, de Brasília, e Coquetel Molotov, do Rio de Janeiro. Nesse mesmo ano, entram em estúdio para gravar seu primeiro LP, Miséria e Fome, que tem dez de suas treze músicas censuradas e acaba virando o compacto Miséria e Fome, com apenas três faixas que foram liberadas pela censura. Participam do média-metragem Punks, dirigido por Sarah Yakni e Alberto Gieco, e no fim do ano, já como um trio com Clemente nos vocais, a banda acaba em pleno palco do Napalm (casa noturna precursora do Madame Satã), devido aos rumos que o movimento punk havia tomado (as brigas entre gangs aumentavam a cada dia, não havia mais shows e zines).

O Inocentes voltou em 1984 com uma nova formação, Antônio "Tonhão" Parlato na bateria, André Parlato no baixo, Ronaldo dos Passos na guitarra e Clemente nos vocais e guitarra. E também com uma nova proposta, um som mais próximo do pós-punk e o objetivo de tocar além das fronteiras do movimento punk, fazendo parte parte do chamado rock paulista com bandas como Patife Band, Ira!, As Mercenárias, Voluntários da Pátria, Smack, 365, entre outras. Tocaram no Lira Paulistana, Zona Fantasma, Via Berlim, Rose Bom Bom e Circo Voador, no Rio de Janeiro, onde fizeram a abertura de um show da Legião Urbana.

Nesse mesmo ano, Grito Suburbano é lançado na Alemanha com o nome de Volks Grito, pelo selo Vinyl Boogie, e a banda é incluída na coletânea Life is Joke, que contou com bandas punk do mundo inteiro, lançada pelo selo Weird System também da Alemanha.

Os Anos na Warner.

Em 1986, Branco Mello dos Titãs leva uma demo deles para a Warner que os contrata, e lançam o mini-LP Pânico em SP, produzido por Branco e Pena Schmidt, tornando-se a primeira banda punk brasileira a gravar por uma multinacional. O disco é bem recebido pela mídia e a banda excursiona por todo o Brasil pela primeira vez. As vendas na Warner são boas, mas não são as esperadas pela gravadora. Apesar disso, a banda conquista respeito e público por todo o país. Pânico em SP apresenta uma sonoridade mais limpa, mas sem perder as raízes punk rock do grupo, incluído a regravação de "(Salvem) El Salvador", do compacto Miséria e Fome, e músicas antigas que ainda não haviam sido gravadas, como o ska "Não Acordem a Cidade", que também foi o primeiro vídeoclipe da banda. Devido à banda ter assinado com uma multinacional, na época alguns punks disseram que eles foram "vendidos" ao sistema.

O segundo álbum pela Warner, Adeus Carne, sai em 1987 e foi produzido por Geraldo D’Arbilly e Pena Schmidt. Contém músicas que tocaram nas rádios rock, como "Pátria Amada" (que se tornou seu segundo vídeoclipe), "Tambores" e "Cidade Chumbo". O show de lançamento, realizado no Center Norte, no estacionamento do shopping na zona norte de São Paulo, reúne mais de dez mil pessoas. Apesar de tudo isso, a gravadora deixa a banda de lado por considerá-la "difícil" de trabalhar.

O terceiro álbum pela Warner só sai em 1989, produzido por Roberto Frejat, do Barão Vermelho. Segundo a banda, é um disco um tanto confuso, desde a capa, onde a banda aparece nua e algemada, até o conteúdo, uma mistura de rock’n’roll, punk rock e rap. Tudo isso foi resultado da pressão exercida pela gravadora em cima da banda, que faz com que o clima dentro da banda esquente, tornando-se insuportável. A capa foi o resultado de uma tentativa da banda em persuadir a gravadora a não colocar os quatro na capa novamente, mas eles adoraram a foto e ela acabou saindo assim mesmo. As gravações foram um tanto tumultuadas e a banda preferia esquecer os shows de lançamento em São Paulo e no Rio. O resultado de toda essa confusão foi a saída de Tonhão e de André Parlato, substituídos por César Romaro na bateria e Mingau (ex-Ratos de Porão e 365) no baixo, e a saída da banda da Warner.

Anos 90.

No início dos anos 90 eles estavam sem gravadora, com poucos shows e pouco dinheiro. A banda tomava rumos cada vez mais distantes do punk rock que a consagrou. Em 1991, uma demo com a música "O Homem Negro" chegou à rádio 89FM e tocou sem parar. A música, uma mistura entre punk rock, rap e rock, conquistou novos fãs e abriu novos horizontes, e em 1992, lançam Estilhaços, um álbum quase acústico pelo selo Cameratti. Pela primeira vez a banda freqüenta o circuito de shows da Secretaria de Cultura da Cidade de São Paulo, fazendo vários shows gratuitos em casas de cultura pela periferia da cidade. A faixa "Faminto" toca nas rádios rock e a banda volta a excursionar.

Em 1994, as raízes punk rock começam a voltar no álbum Subterrâneos, lançado pela gravadora Eldorado. A banda participa do curta-metragem Opressão, de Mirella Martinelli, onde interpreta a si mesma e Clemente é assassinado em pleno palco por um bando de skinheads nazistas. O filme ganha vários prêmios pelo mundo. Nessa época, Clemente grava com Thaíde & DJ Hum, uma versão de "Pânico em SP" que acaba mudando a letra e o nome para "Testemunha Ocular". A música faz parte da coletânea No Majors Baby, produzida por Marcel Plasse para a gravadora Paradoxx, e é a primeira colaboração oficial entre músicos de rock e rap em São Paulo.

O Inocentes faz o show de abertura da apresentação que os Ramones fizeram no Olímpia, em São Paulo. Foram três dias de pancadaria, com Calegari voltando a banda, desta vez assumindo baixo no lugar de Mingau, que foi tocar com Dinho Ouro Preto. Os shows tiveram uma grande repercussão e, quando a banda se preparava para gravar seu novo álbum, saem César Romaro e Calegari. Ronaldo convoca Nonô, baterista do Full Range, e Clemente chama um velho amigo para assumir o baixo, Anselmo Guarde (ex-vocalista do SP Caos e ex-baixista do Viúva Velvet e do Fogo Cruzado).

Com essa formação, no final de 1995, a banda entra em estúdio e grava o álbum Ruas, que foi lançado em 1996, pela gravadora Paradoxx. O novo disco retoma a pegada punk rock. A banda toca no primeiro Close-up Planet com Sex Pistols, Bad Religion, Silverchair e Marky Ramone, que acaba amigo da banda e divide vários shows pelo interior. A apresentação no Close-Up Planet repercute bem e novamente caem na estrada, chegando até Recife, onde se apresentam no Abril Pro Rock de 1997.

Em 1998, entram em estúdio e gravam Embalado a Vácuo. O álbum chega a ser lançado pela Paradoxx, que o vende para a Abril Music, que o relança, em 1999, com capa nova e duas faixas bônus. A música "Cala a Boca" toca nas rádios rock, e chega a ficar dois meses em primeiro lugar na rádio Brasil 2000, sendo só desbancada pelo Kiss, que desembarca no Brasil para um show no autódromo de Interlagos. Realizam dois shows, um com o Ultraje a Rigor, na USP, e outro com o Ira!, no SESC Itaquera, reunindo mais de dez mil pessoas por show. Seu último álbum pela Abril Music foi "O Barulho dos Inocentes", produzido por Clemente e Rafael Ramos, com versões de várias canções punks nacionais que a banda gostava. Chegaram a fazer uma versão para "I Wanna be your Boyfriend", dos Ramones. Também foi gravada uma versão para "Should I Stay or Should I Go" do The Clash, que não saiu no álbum.

Atualmente.

Em janeiro de 2001, gravam um disco ao vivo no SESC Pompéia, em São Paulo, chamado 20 Anos ao Vivo e foi licenciado para o selo RDS. Fizeram o show de abertura do Bad Religion no Credicard Hall, e logo após Ronaldo dos Passos resolve deixar a banda e foi substituído por André Fonseca (do Okotô) nas guitarras. Nonô também sai da banda e começa uma troca constante de bateristas.

Ronaldo saiu e foi tocar com Kid Vinil no Magazine retornando algum tempo depois. Também saíram André Fonseca e o baterista Edgard, e em seu lugar foi convocado Frederico Ciociola, o Fred. Em 2004, gravaram o álbum Labirinto pelo selo Ataque Frontal, produzido pela própria banda. A primeira prensagem esgotou em menos de uma semana e a música "Travado" começa a ser executada nas rádios. Texto: Wikipédia. Site Oficial.

Integrantes Atuais.

Anselmo Monstro (Baixo)
Clemente Nascimento (Voz e Guitarra)
Nonô (Bateria)
Ronaldo Passos (Guitarra)

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Como Baixar.

Álbuns.

Miséria e Fome (1983)
01. Miséria e Fome
02. Morte Nuclear
03. Aprendi a Odiar
04. Calado 


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Pânico em SP (1986)
01. Rotina
02. Ele Disse Não
03. Não Acordem a Cidade
04. El Salvador
05. Expresso Oriente
06 Pânico em SP
 


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Mega.

Adeus Carne (1987)
01. Patria Amada
02. Eu
03. Morrer aos 18
04. Não Sei Quem Sou
05. Tambores
06. Não é Permitido
07. Em Pedaços
08. Cidade Chumbo
09. Na Sarjeta
10. Pesadelo
11. Adeus Carne  


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Mega.

Miséria e Fome (1988)
Versão relançada incluindo as musicas que tinham sido censuradas em 1983.
01. Miséria e Fome
02. Morte Nuclear
03. Aprendi a Odiar
04. Calado
05. Não à Religião
06. (Salvem) El Salvador
07. Torturas, Medo e Repressão
08. Não Diga Não
09. Vida Submissa
10. Meninos do Brasil
11. Maldita Polícia 


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Inocentes (1989)
01. Animal Urbano
02. Mais Um na Multidão
03. A Face de Deus
04. Promessas
05. A Lei do Cão
06. O Homem que Bebia Demais
07. Nosso Tempo
08. Marcha das Máquinas
09. A Voz do Morro
10. Garotos do Subúrbio  


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Mega.

Estilhaços (1992)
01. Em Chamas
02. O Homem Negro
03. Sangue Ruim
04. O Estranho
05. Faminto
06. Deixa Prá Lá
07. A Noite Dorme Lá Fora
08. Estilhaços
09. Anjos
10. A Face de Deus  


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Subterrâneos (1994)
01. Subterrâneos
02. O Mal
03. Inimigo
04. Ninguém
05. Espectro
06. Desequilibrio
07. Pois Que Seja Assim
08. Tudo Bem
09. Nesse Meu Olhar
10. Canção Para Esquecer  


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Ruas (1997)
01. A Cidade Não Pára
02. Nada de Novo no Front
03. Sem Valor
04. Nunca Diga Jamais
05. Vermes
06. Só a Raiva Vai nos Salvar
07. Sob o Sol de 40 Graus
08. Garras
09. Intolerância
10. Escombros
11. Ignorado
12. Fios Elétricos 


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Embalado à Vácuo (1999)
01. Lisa
02. Cala a Boca
03. Nem Sempre
04. De Bar em Bar
05. Minta pra Mim
06. Um Cara Qualquer
07. Nem Tudo Volta
08. A Lei
09. Nada Pode nos Deter
10. O Impossível
11. Vícios
12. Teddy Blues
13. Fechem os Olhos dos Jornais
 


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Mega.

Garotos do Subúrbio (1999)
01. Rotina
02. Ele Disse Não
03. Não Acordem a Cidade
04. El Salvador
05. Expresso Oriente
06. Pânico em SP
07. Não é Permitido
08. Mais um Dia
09. Terceiro Mundo
10. Liberdade Condicional
11. Mais Um na Multidão
12. Miséria e Fome
13. Eu Não Quero
14. Garotos do Subúrbio  


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O Barulho dos Inocentes (2000)
01. São Paulo
02. Nos Braços da Vampira
03. Franzino Costela
04. Quero Ser Seu Namorado (I Wanna be Your Boyfriend)

 05. Sandina
06. Sinto
07. Quanto Vale a Liberdade
08. Periferia
09. Restos de Nada
10. Desequilibrio
11. Sujos e Bêbados
12. Inimizade
13. Repeat (Please)

 14. O Verme  

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20 Anos ao Vivo (2002)
01. Rotina
02. A Cidade Não para
03. Nada de Novo no Front
04. Nada Pode nos Deter
05. Expresso Oriente
06. Pátria Amada
07. Inimigo
08. Intolerância
09. São Paulo
10. O Verme
11. Não Acordem a Cidade
12. Nem Tudo Volta
13. Franzino Costela
14. Cala a Boca
15. Pânico em Sp
16. Garotos do Subúrbio
17. Desequilíbrio
18. Medo de Morrer
19. 4 Segundos
20. Miséria e Fome
21. Diga se Fico Ou se Vou
22. Preguicista 


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Labirinto (2004)
01. Amanha Será Tarde Demais
02. Travado
03. Nojo
04. Não Vai Ficar Assim
05. Fúria
06. Uscaraéfoda
07. Nada A Perder
08. Estraga
09. 100 X 100
10. Treze
11. Tenho Mêdo
12. Nóia
13. Underground
14. 25 Segundos De Silêncio
15. Decomposição 


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7 comentários:

  1. Porrada Made in Brazil!

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  2. valeu ai alex, otima banda, otimo post

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  3. Já tinha baixado por aí Restos de Nada e Condutores de Cadáver. As gravações não têm qualidade regular, mas acho que as bandas poderiam ser boas. Por isso vou descer essa discografia de olhos fechados, sem pausar aqui o meu Highway, que acabei de baixar.

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  4. Meus tempos da utopia de mudar o mundo...trilha sonora dos tempos de adolencente.Valeu ter vivido essa epoca...amor, transparencia e sobre tudo dignidade do velho rock inteligente...valeu Alex

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  5. Parabens pelo site, links funfando numa boa.. tudo otimo.. valeu aeee!!!

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  6. Uma das melhores bandas da geração 80,por causa de suas letras contundentes e criticas nos faziam pensar no esta errado...Hoje em dia as gravadoras só querem vender ou seja,não olham mais qualidade, oque reina nas gravadora são musicas com apologia ao crime ,sexualidadeao consumismo desenfreado...

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