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8 de julho de 2014

Komintern - Le Bal Du Rat Mort (1971)

Banda francesa fundada por Francis Lemonnier (saxofone e vocais) e Serge Catalano (bateria e percussão) em maio de 1970 depois de ambos terem saído do Red Noise devido a desavenças políticas e musicais. O nome escolhido (que faz referência à Internacional Comunista) nos dá uma visão clara do posicionamento político dos dois. A banda lançou um único disco chamado “Le Bal Du Rat Mort” em 1971 e um single, “Fou, roi, pantin”, e foram ativos até 1975. Os músicos que se juntaram a eles foram Michel Musac (guitarra), Oliver Zdrzalik (baixo, vocais, órgão e piano) e Pascal Chassin (guitarra). No princípio eles se preocupavam menos em escrever apenas músicas e mais em misturá-las com teatro satírico – uma espécie de “cabaret satirique”, em função de expressar seus ideais de extrema esquerda. Eles usaram suas músicas para expressar sua mensagem, e fizeram-no de uma maneira que misturava diversos estilos musicais que aliavam seus shows às mensagens a serem passadas para o público. Eles eram relacionados a movimentos de extrema esquerda como a “Ligue Communiste Rèvolutionnaire” e fizeram turnê no verão de 1970 em universidades e fábricas que estavam em greve, entre outros lugares.

Em Julho de 1971 eles conseguiram entrar no estúdio de gravação de Pathè Marconi com a ajuda e influência de Philippe Constantin e Etienne Rodagil. Eles se juntaram então a músicos convidados como o Quintette de Cuivres, liderado pelo trombonista Raymond Katarzynski, os trompetistas Pierre Thibaud e Fred Gérard, Joss Baselli no acordeão e o vocalista Jeanne de Valène. O produtor Philippe Constantin editou algumas das letras, retirou do disco duas poesias que seriam recitadas sem música e substituiu a arte da capa que apresentava originalmente uma pintura de Diego Ribeira.

“Le Bal Du Rat Mort” foi lançado em 1971 e vendeu 2000 cópias. Esse disco não refletia a verdadeira face da banda, mas mostrava o talento musical dos membros e sua habilidade em combinar diferentes influências. Esse álbum é uma mistura de jazz rock fusion, folk progressivo e folk francês. O resultado final é uma mistura bem feita de estilos e atmosferas. Pode não ser extraordinário mas é diferente do padrão das bandas francesas daquele período e possui um estilo “avant garde” em sua aproximação musical.

Em 1972 o Komintern formou a “Front de Libération de La Rock-Music” junto com Lard Free, Barricade I e Barricade II, Herbe Rouge, Robert Wood's Tarot e Alpha du Centaure. Esse movimento publicou um manifesto em um jornal e sua mensagem geral era contra a cultura burguesa. Eles tentaram difundir suas ideias através de jornais, panfletos, concertos, tudo arranjado por Gilles Yéprémian, o qual era produtor do Lard Free e da Komintern. No entanto esse movimento eventualmente se desfez.

Em 1975 Serge Catalano e Pascal Chassin deixam o Komitern. Catalano é substituído por dois bateristas: Gilbert Artman, do Lard Free, e Michel Bourgheix. O grupo faz alguns shows mas eventualmente se separa. Catalano continua com suas atividades na Ligue Communiste Révolutionnaire. Francis Lemonnier torna-se um professor de música. Richard Aubert tocaria ainda com Atoll e Kool Gool. Olivier Zdrzalik tocaria com o Malicorne e junto com Michel Muzac no Lapins bleus dês ilês. Texto: Danilo Lopes. 

Integrantes.

Francis Lemonnier (Saxofone, Vocais)  
Serge Catalano (Tambores, Percussões)
Michel Musac (Guitarra Elétrica)
Pascal Chassin (Guitarra Acústica e Elétrica)
Olivier Zdrzalik (Baixo, Vocais, Órgão, Piano)
Richard Aubert (Violino)
 

Músicos de Apoio.

Raymond Katarzynski (Trombone)
Pierre Thibaud, Fred Gérard (Trompete)
Joss Baselli (Acordeão)
Jeanne De Valène (Vocais)




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4 comentários :

  1. interessante o álbum,vou já sacar

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  2. Excelente disco,uma grata surpresa,como sempre o muro está de parabéns,muito obrigado.

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  3. tantas bandas boas francesas e italianas nesse blog. Jamais conheceria se não fosse aqui. Valeu, Alex.

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  4. O que o amigo Epifânico disse eu confirmo.
    Tantas bandas ótimas italianas e francesas ou até mesmo de outros países, que se não fosse o ALEX SALA abençoado por DEUS, jamais sequer escutaríamos.
    Obrigado ALEX por ser generoso por dividir essas obras conosco

    ResponderExcluir

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